Sobre Economia Circular

A economia linear em que vivemos assenta num modelo de extração, consumo e descarte de recursos, resultando na perturbação e destruição dos ecossistemas de que dependemos. Para permanecer dentro dos limites planetários, é necessário redesenhar a nossa economia com base em princípios ecológicos.

A economia circular é um sistema de produção e consumo que promove o uso sustentável dos recursos, em ciclos fechados energizados por fontes renováveis, regenerando ecossistemas e assegurando o progresso social.

Os princípios fundamentais de uma economia circular são:

  1. Eliminar o desperdício e reter valor
  2. Em vez de extrair mais e mais recursos, as empresas devem reduzir o seu uso e eliminar o desperdício. Existem muitas estratégias para tal (veja o modelo dos R, abaixo), sendo importante reconhecer e respeitar a sua hierarquia. Mantendo os produtos em uso pelo maior tempo possível, e focando-nos no seu desempenho, estamos a reter valor económico e social na economia. Na prática, as empresas terão que investir em novos modelos de negócio (por exemplo, sistemas de produto como serviço) e na reestruturação das cadeias de abastecimento.

  3. Regeneração ecológica
  4. As nossas indústrias intensivas em recursos (e a ideologia neoliberal) têm vindo a destruir ecossistemas e biodiversidade. Está na hora de reverter essa tendência e regenerar alguns dos danos causados – através, por exemplo, do reflorestamento. Uma economia circular não significa causar menos danos; significa melhorar a resiliência do ambiente natural. Por outras palavras: zero poluição, manutenção da qualidade do ar, do solo e da água, e proteção da biodiversidade. Só assim é possível garantir os ecossistemas saudáveis dos quais dependem tanto a vida humana como as atividades económicas.

  5. Perspetiva sistémica
  6. Uma economia circular não se reduz à reciclagem ou à eficiência no uso dos recursos. É uma mudança de paradigma que requer alterações estruturais a vários níveis. Para alcançar uma economia circular são necessárias reformas políticas profundas. É também preciso questionar a nossa mentalidade materialista e a preponderância de indicadores económicos redutores como o PIB. Afinal, as nossas economias são sistemas complexos, com inúmeros atores, nos quais tudo (o capital natural, social e económico) está interligado. 

Economia Circular:Fortalecer o Capital Natural,

Social e Económico

Há uma sobreposição entre os conceitos de economia circular e de desenvolvimento sustentável. Ambos remetem para a busca da forma mais favorável de equilíbrio entre 3 dimensões: “pessoas, planeta e lucro”. No entanto, a economia circular tem um foco mais forte na dimensão ambiental e, particularmente, na importância da redução do uso de recursos. Fortalecer o capital natural é o objetivo cimeiro.

Utilizamos o termo “capital natural” para reforçar a ideia de que a vida não-humana é responsável pela produção de recursos essenciais para a economia; não são apenas as actividades humanas que geram valor. Daqui decorrem duas ideias essenciais: quando a produção de bens e serviços tem como consequência a destruição dos ecossistemas

Economia Circular:Fortalecer o Capital Natural,

Social e Económico

Há uma sobreposição entre os conceitos de economia circular e de desenvolvimento sustentável. Ambos remetem para a busca da forma mais favorável de equilíbrio entre 3 dimensões: “pessoas, planeta e lucro”. No entanto, a economia circular tem um foco mais forte na dimensão ambiental e, particularmente, na importância da redução do uso de recursos. Fortalecer o capital natural é o objetivo cimeiro.

Utilizamos o termo “capital natural” para reforçar a ideia de que a vida não-humana é responsável pela produção de recursos essenciais para a economia; não são apenas as actividades humanas que geram valor. Daqui decorrem duas ideias essenciais: quando a produção de bens e serviços tem como consequência a destruição dos ecossistemas